Clau (e-book)

Feliz 2012!

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“Apresentação do Natal”, Alberto da Cunha Melo

APRESENTAÇÃO DO NATAL
Alberto da Cunha Melo

Anunciado desde a época
das grandes tribos, das roupagens
amplas e soltas do deserto
e antes do Cântico dos Cânticos.

Visto sob a forma de pombo
no alto cajueiro do pátio
ocidental, e sobre as tábuas
extraviadas dos mandamentos.

Pressentido no levantar
das lonas, para as litanias
dos salmos nos acampamentos
e na cruz loura da manhã.

Arauta se propaga a voz
alta na túnica dos ventos:
o Primogênito do Gólgota
será coroado e despido.

Mas, não agora que devemos
leve cobri-lo, e coroá-lo
só de avelãs. Hoje somente
basta que seja uma criança.

 

albertonataltributo

No Natal de 2006

Em dezembro de 2006, movi Alberto a fazer um bilhetinho de agradecimento aos amigos e amigas do grupo Poetas Independentes. Era assim que eu atenticava sua palavra para os companheiros: ele escrevia e eu digitalizava, pois nunca se familiarizou com os computadores.

Ele escreveu assim:

“O nada virtual Alberto e a virtualísisma Clau agradecem a atencão que a turma do PI nos dispensou em 2005 e aguardamos novas confraternizações no ano que vem.”

Näo haveria “ano que vem”, o poeta emigrou em 13 de outubro 2007. Mas só o corpo partiu, a poesia, sua alma, não. Vive em mim e em todos que o amam. Acesse a mensagem ampliada. Clique aqui!

 

O PRESENTE

“O presente”

Pensei que seria muito agradável beber  O PRESENTE de Alberto numa caneca. Foi um sucesso, como sempre. Distribui algumas na Livraria Cultura, no último 28 de novembro, quando fui agraciada com o  diploma A Cultura e a Arte em Pernambuco, projeto da UBE, coordenado por Cássio Cavalcante. Lourdes Sarmento e Andréia Oliveira fizeram a apresentação com meu poeta em todos os parágrafos. Myriam Brindeiro deu um banho cantando a canção “Um diálogo, um poema”, musicado por ela. E o poeta Cyl Gallindo teceu um belo e inesperado comentário. As palavras finais foram de Alexandre Santos, presidente da UBE.  A alegria esteve bem PRESENTE e não queria  acabar.

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Alberto da Cunha Melo

Alberto no “Roteiro da Poesia Brasileira”, lançamento da Global Editora

Em 2008, a Solombra fez contato e me pediu a cessão temporária dos direitos autorais de três poemas de Alberto para edição da Global Editora. Recebo agora a antologia Roteiro da Poesia Brasileira, Anos 60, que tem a seleção e prefácio de Pedro Lyra e Direção de Edla van Steen. Primorosa edição da Global Editora, um luxo de correção. Transcrevo os poemas: “Um cartão de visita”, “Provisões” e “Ricochete” (p. 139, 140, 141) do exemplar. BC

UM CARTÃO DE VISITA

Moro tão longe, que as serpentes
morrem no meio do caminho.
Moro bem longe: quem me alcança
para sempre me alcançará.

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Alberto da Cunha Melo, prefácio para  a poesia de Celso Mesquita

“Um fruto raro”, por Alberto da Cunha Melo, no livro “A Romã” de Celso Mesquita

(04 de agosto de 2004. Era dia do meu aniversário e nos presenteamos com um presente para CELSO MESQUITA, Alberto, o prefácio e eu, a capa. Passaram-se muitos anos… e dia 27 de 2011, na Bienal do Livro de Pernambuco, às 19h, no estande da Livro Rápido foi lançado o livro A ROMÃ, de Celso Mesquita. Novamente estávamos juntos numa publicação. Reparto esse fruto raríssimo).

UM FRUTO RARO

Alberto da Cunha Melo

Existencialismo é uma palavra fora de moda, mas se ser existencialista significa ter uma visão um tanto ambígua (e pessimista, quase sempre), de temas como o amor, a morte, e o medo humanos, na simplificação de um Walter Kaufmann, ela continua viva no espírito criador de muitos poetas — a partir do Romantismo, principalmente — atravessando escolas literárias de todos os tipos. Dentro dessa perspectiva, o poeta pernambucano Celso Mesquita e outro grande talento contemporâneo, Francisco Espinhara, não estariam totalmente infensos a essa postura intelectual. Embora ambos divirjam radicalmente naquilo que, em arte, é o que importa, a forma, ou tratando-se de poesia, a maneira como se elaboram estruturas e texturas verbais. Mas, isso, os leitores de seu novo livro, principalmente os que acompanham a poesia pernambucana, vão encontrar em todo o volume, poema a poema.
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Myriam Brindeiro

“Filho e Pai”, por Myriam Brindeiro

Este ano estou homenageando um Filho e um Pai.

Conheci Alberto da Cunha Melo, o Filho, na década de 70, no Instituto Joaquim Nabuco, hoje Fundação (FUNDAJ). Foi o primeiro poeta das Edições Pira que musiquei – “Canto dos Emigrantes” – 31 de março de 1975 – letra publicada no Jornal do Commercio (30.03.1975). Isso, antes mesmo de ingressar no Instituto, o que se deu em maio/75.

De vez em quando,ele almoçava lá em casa – Rua Apipucos 452, no Monteiro. Sempre levava pimentas do sítio da FUNDAJ, em Apipucos. Nos trabalhos da Pirata, à noite, gostava muito do munguzá, preparado por Marisa, e do cafezinho com biscoitos, nos intervalos/recreios.

Era o “Miguilin” do nosso grupo, como disse Eugênia Menezes, na poesia “Oficina”, que eu cantei depois.
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SESC 2011

Na II Mostra Sesc de Literatura Contemporânea

Abertura da mostra literária, com a récita “Oração pelo poema”, de Alberto da Cunha Melo, por Quiercles Santana, seguida por uma conversa com Marina Colasanti, que discutirá o tema “Janela para ler o mundo?” Mediação de Lourival Holanda

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Afonso Romano

Repercussão: Alberto na II Mostra Sesc de Literatura Contemporânea

No blog de Affonso Romano de Sant’Anna, como na imagem. “NO RECIFE OUVINDO ALBERTO DA CUNHA MELO Postado por Affonso Romano, em 25/11/2011, às 16:15 Ouço os poemas de Albertoda Cunha Melo((Jaboatão dos Guararapes, 1942 Recife, 13 de outubro de 2007) falados muito bem por Claudia Cordeiro. É um DVD que Marina ganhou ontem no SESC/Santa Rita, onde a fui encontrar depois de minha apresentação com Angela Vieira no Bando Central do Recife( Projeto Grandes Escritores). Vou daqui a pouco para Fortaleza e ouço no computador esses poemas intimíssimos, metafisicos. Esse diálogo com a finitude. Poesia que mais cresce quando falada. Adelia deveria ouvir esses poemas. Outros também.”