“… este livro [YACALA] nascido da mais insuspeita desesperança.” Alberto da Cunha Melo em viva voz.
O poeta Alberto da Cunha Melo homenageia o “POETA MENTOR” CÉSAR LEAL
O poeta ALBERTO DA CUNHA MELO recebe os amigos no lançamento de YACALA.
YACALA
(excerto)
“Vê como a dor te transcendentaliza”
Cruz e Souza
001 - EXÓRDIO
Levamos fogo, não esponjas,
ao trono sujo de excremento
disputando o mesmo vazio
de uma estrela no firmamento;
jarros negros e estrelas, tudo
é uma busca de conteúdo;
ou somos renúncia ou cobiça,
atravessando esses planaltos
feitos de cinza movediça;
mas todos estamos em casa,
como os vôos dentro das asas.
Alberto da Cunha Melo
Poesia para Sempre
Fragmentos da crítica
“O Nordeste nos dá, mais uma vez, depois do paraibano Augusto dos Anjos […], do alagoano Jorge Lima e dos pernambucanos Carlos Pena Filho e João Cabral, a sua lição de dor que se faz beleza e arranca de si forças para construir uma poesia como a de Alberto da Cunha Melo, cujo nome secreto é — resistência.”
ALFREDO BOSI
(in Yacala, prefácio, EDUFRN, 1999)
“Com ele, trinta anos após esculpir em pungentes 600 versos sua originalíssima Oração pelo poema, e, como se não bastasse, estendendo-o e ecoando-o nas 125 magistrais variações sinfônicas que tecem a insuperável obra-prima aqui chamada de Lamentação sob os lajedos, entre duas sinfonias e uma oração, Alberto da Cunha Melo não só confirma sua reconhecida estatura de poeta maior em nosso idioma, mas inscreve-se definitivamente entre os grandes, os maiores vates de nosso tempo em qualquer língua que eu conheça.”
BRUNO TOLENTINO
(YACALA. In DOIES CAMINHOS E UMA ORAÇÃO, posfácio, A Girafa Editora, 2003)
Amigo(a) do Plataforma para a Poesia e suas Trilhas Literárias,
este blog é especialmente dedicado à memória de nosso poeta ALBERTO DA CUNHA MELO que emigrou há exatos 6 meses: 13 de outubro do ano passado (2007). No dia 8 de abril p.p. deste 2008, completaria 66 anos.
Se você chegou até aqui é porque, de alguma forma, está sintonizado com a poesia maior e espero que deixe registrada a sua passagem nestas páginas.
De certa maneira, este blog é também um tributo que presto a você que cultua a obra de Alberto, que me tem cercado de carinhosas cobranças para que este TRIBUTO fosse realizado. Gostaria de dizer ao poeta, neste momento: “Olha lá, meu poeta muito amado, seus amigos e suas amigas estão todos aqui, presentes, como você, em nossas vidas. PARA SEMPRE.”
Seja bem-vindo! Seja bem-vinda!
Cláudia Cordeiro
[A tarja superior deste blog foi editada por mim a partir de foto - manuscrito e caneta de Alberto - de Alexandre Belém]
Foto: UBE - 18 (quarta-feira) de outubro de 2006. Myriam Brindeiro, Cláudia Cordeiro, ALBERTO DA CUNHA MELO, Alexandre Santos e Vital Corrêa de Araújo, numa das noites comemorativas dos 40 anos de poesia de Alberto. No site do poeta você tem a reportagem fotográfica completa. Acesse www.albertocmelo.com. Clique aqui!
No próximo dia 13 de maio, o Tribunal Regional do Trabalho concederá a ALBERTO DA CUNHA MELO, em memória, a COMENDA CONSELHEIRO JOÃO ALFREDO CORRÊA DE OLIVEIRA. A Poesia Pernambucana agradece e os familiares, amigos e fãs também.
Márcio e Márcia Cordeiro vestindo a camisa
Beatriz Brenner, um beijo na foto e no coração do poeta.
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LEMBRANÇA: Grupo de Poetas Independentes: Fátima e Verônica Aroucha, Alberto da Cunha Melo, Conceição Pazzola, Clóvis Campelo e Carlos Maia - outubro de 2006.