Maio de 2008


Héctor Pellizzi e Alberto da Cunha Melo

Capa do livro Poemas AnterioresRELOJ DE PUNTO

Todo lo que tomamos en serio
se torna amargo. Así los juegos,
la poesía, todos los pájaros,
más que todo: todo el amor.

De vez en cuando faltaremos
a algún compromiso en la tierra,
y atravesaremos los surcos
llenos de arena, después de las lluvias.

Si alguna súbita alegría
retarda nuestro regreso,
un inesperado compañero
marcará nuestra tarjeta.

Todo lo que tomamos a serio
se torna amargo. Así las fajas
de la victoria, la propia victoria,
más que todo: el propio cielo.

De vez en cuando faltaremos
a algún compromiso en la tierra,
y llevaremos las pupilas
ciegas como el barniz de las estrellas.

EL HOMBRE DE GOMA

Yo golpeaba en mi infancia
doce puertas atrás de mí,
y el hombre de goma pasaba
por el ojo de la cerradura.

Por todo lado aparecía
el detective sin sombrero,
y utilizaba una gotera
como la lluvia, para alcanzarme.

En caso que yo muriera y el quisiese
un niño ya sepultado,
llegaría al pequeño cuerpo
por un agujero de hormiga.

Me ocultaba y, en el verano
resurgían los compañeros
de uniforme azul, que me llamaban
el tiempo entero desde el jardín.

Cuando un día huí de mi casa,
como la esperanza, él estiró
el brazo fino para mí
y me contuvo en el horizonte.

PLATAFORMA

Algún amigo, tal vez el único
aconsejará el combate
cambie de amigo si no puede
mas, nunca más, cambie de vida.

De la amada ni se habla, todo
que ella desea es para sí:
cambie de amada si no puede
mas, nunca más, cambie de vida.

La poesía no es más hecha
de agua, de colirio indulgente:
cambie de verso si no puede
mas, nunca más, cambie de vida.

Enfrente del naciente se alquilan
espacios claros y golondrinas:
cambie de casa si no puede
mas, nunca más, cambie de vida.

Una tercera parte de los ángeles
ya visten túnicas rojas:
cambie de ropa si no puede
mas, nunca más, cambie de vida.

Livro CANTO DE LOS EMIGRANTES

Con sus pájaros
o el recuerdo de sus pájaros,
con sus hijos
o el recuerdo de sus hijos,
con su pueblo
o el recuerdo de su pueblo,
todos emigran.

De una cuadra a otra
del tiempo,
de una playa a otra
del Atlántico,
de una sierra a otra
de las cordilleras,
todos emigran.

Para el cuerpo de Berenice
o el corazón de Wall Street,
para el último templo,
para la primera dosis de tóxico,
para dentro de sí
o para todos, para siempre
todos emigran.

Traducción: Héctor Pellizzi
Junín de Buenos Aires
Argentina 2008

Héctor Pellizi é argentino. Radicouse-se em Pernambuco em 1980 mediante uma importante gestão do poeta Alberto da Cunha Melo.
Publicou 16 livros, entre os quais destacam-se: “Por Caminhos de Pássaros”, “Sinfonía em Sol Maior”, “América Morena” e “Pequenos Poemas Bilingües”, todos de poesia. “A Guerra da Boa Vista”, (Contos) e “Me Conte que eu Conto”, (Crônicas). Pertenceu ao Movimento de Escritores Independentes (PE).
Em 2006, apresentou na Argentina o livro “A Orden das Tumbas”, trabalho literário–investigativo sobre a ditadura militar (1976-1983) em Junín de Buenos Aires. A raíz da publicaçao deste livro, gerou-se a abertura de um processo penal federal contra os torturadores e assassinos daquela época, em sua cidade natal.

Capa do CD Transfiguração, do Cordel do Fogo EncantadoAssista à interpretação do poema CANTO DOS EMIGRANTES, por Lirinha do Cordel do Fogo Encantado.
Poema inserido no CD “Transfiguração”. Em português.

AGRADECIMENTO A MEU MODO E REGISTRO FOTOGRÁFICO

BorboletaLuz

Durante o belo encontro, uma borboleta atravessou-se na minha frente e ficou colada na porta de vidro que dava para os jardins. Eu e minha filha que me acompanhava tentamos libertá-la, mas a porta estava fechada. Não sei como foi parar ali. Pedi a Márcia para fotografá-la. Para mim, esse pequeníssimo ser é símbolo da efemeridade da vida, da metamorfose pela qual passamos todos nós de dentro do casulo (o corpo) para espraiar-nos enquanto espíritos na verdadeira vida. A pertinência da imagem levou-me à edição desse webcard, com um fragmento do poema “Um cartão de visita”, de Alberto.
É minha maneira, através de minha pouca arte, de agradecer a todos que estiveram comigo e com o nosso poeta maior. ALBERTO DA CUNHA MELO: POESIA PARA SEMPRE. Muito obrigada. Cláudia Cordeiro

FOTOS DO EVENTO

Cláudia Cordeiro recebe PELO POETA ALBERTO DA CUNHA MELO, das mãos da Desembargadora Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da Sexta Região, Dra. Josélia Morais da Costa, a Comenda Conselheiro João Alfredo Corrêa de Oliveira do Mérito Judiciário.

Cláudia Cordeiro recebe PELO POETA ALBERTO DA CUNHA MELO, das mãos da Desembargadora Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da Sexta Região, Dra. Josélia Morais da Costa, a Comenda Conselheiro João Alfredo Corrêa de Oliveira do Mérito Judiciário

O certificado da Comenda

O certificado da Comenda

Cumprimentos de Luciano Roberto Rosas de Siqueira, Vice-Prefeito do Recife. Também agraciado pela Comenda.

Cumprimentos de Luciano Roberto Rosas de Siqueira, Vice-Prefeito do Recife. Também agraciado pela Comenda

Cumprimentos do Desembargador Gilvan Caldas de Sá Barreto, amigo de infância de Alberto. Ao lado, a Deputada Ana Lúcia Arraes de Alencar

Cumprimentos do Desembargador Gilvan Caldas de Sá Barreto, amigo de infância de Alberto. Ao lado, a Deputada Ana Lúcia Arraes de Alencar ambos foram condecorados, na mesma cerimônia, com a Medalha do Mérito Funcional JUIZ EURICO DE CASTRO CHAVES FILHO

Cláudia Cordeiro entre o Desembargador Gilvan Barreto e a Deputada Ana Arraes, a quem Alberto chamava carinhosamente de

Cláudia Cordeiro entre o Desembargador Gilvan Barreto, conterrâneo de Alberto, e a Deputada Ana Arraes, a quem Alberto chamava carinhosamente de “Minha Deputada”

Com minha filha Márcia Cordeiro Alves

Com minha filha Márcia Cordeiro Alves, mãe do meu neto Miguel Cordeiro Alves

Meus filhos presentes: Márcio Cordeiro e Márcia Cordeiro Alves, mãe do meu neto Miguel. O respeito, o carinho e a gratidão eternas pela convivência familiar com Alberto

Márcio Cordeiro e Márcia Cordeiro Alves, mãe do meu neto Miguel. O respeito, o carinho e a gratidão eternas pela convivência familiar com Alberto

Na alegria presente dos amigos e amigas: Veronika, Fabiana Silva, Maria Célia e José Arnaldo Guimarães, todos companheiros de trabalho e o casal companheiro nas nossas vidas, minha e de Alberto.

Veronika, Fabiana Silva, Maria Célia e José Arnaldo Guimarães, todos companheiros de trabalho na tecitura da FLIPORTO 2008, pelo IMC - Instituto Maximiano Campos - e o casal companheiro nas nossas vidas, minha e de Alberto.

Amigos virtuais presentes: GRUPO POETAS INDEPENDENTES. Clóvis Campelo, Verônica Aroucha, Cláudia Cordeiro, Conceição Pazzola e Carlos Maia

Amigos virtuais presentes: GRUPO POETAS INDEPENDENTES. Clóvis Campelo, Verônica Aroucha, Cláudia Cordeiro, Conceição Pazzola e Carlos Maia. Fraternidade e convivência com a arte maior e com a vida literária de Alberto da Cunha Melo

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Alberto da Cunha Melo: Poesia para Sempre