Poemas inéditos


Impossível não nos olharem como operários da cultura, à serviço da democratização da beleza, da arte, do artista. Assim o sociólogo Alberto da Cunha Melo na lei da mais legítima afinidade, comigo.

1987: A foto é do século passado, a emoção é agora. São músicos da cidade do interior recebendo os certificados da FUNARTE, referente ao curso de reparos em instrumentos musicais. das mãos de Alberto e eu assessorando.

Alberto e Clau - Olinda

No trabalho era bom, na poesia, bem melhor.

2000: Início do século XXI. Em casa! O poeta, eu e a poesia no meio. Estava inaugurando a aquarela emoldurada com o poema “Canto dos Emigrantes” ilustrado por mim. Nunca houve partilhas, misturamo-nos muito, almagamamos a dor e a alegria, agridoce da vida.

Alberto e Clau - Início do século XXI

2003: Universidade Federal de Rondônia. Oficina literária: Paráfrase e Paródia. Professora Cláudia Cordeiro e alunas.

Na turma, o mestre Alberto da Cunha Melo deu aulas de aprendiz. Inesquecível! Além da poesia que nos leva a caminhos impensáveis, o poeta Eduardo Martins foi quem nos convidou: Alberto para o lançamento de Dois Caminhos e uma Oração. Eu para a oficina e para a palestra. Alberto fez-se meu aluno. Pense! Dá pra adivinhar quem mais aprendeu?

Cláudia (2ª à esq.) e Alberto - UFRO - Rondônia

7 de agosto de 2010. Complementando com fotos a edição da visita que recebi em minha casa, de Natanael Lima Jr, Ivan Lima Filho e senhora, e de Celinha, a primeira diretora da Escola Professora Benedito Cunha Melo. Todos sintonizando com a Casa do Poeta Jaboatonense Alberto da Cunha Melo. Tudo começa no pensamento, não é? Ou não?

Ivan, Natanael e amigas - 7 de agosto de 2010

Ivan, Clau e Natanael - abrindo o presente

O que tu falavas e só eu ouvia, está impresso por toda casa. Tua voz escrita assim:

A arte é a beleza que não envelhece.
Há homens enterrados na história para sempre, e outros plantados, frutificando na vida eternamente. ALBERTO DA CUNHA MELO

Clau, 90 - Alberto da Cunha Melo

Gilvan Lemos, ele mesmo, um dos maiores ficcionistas pernambucanos (O anjo do quarto dia, Espaço terrestre, Cecília entre os leões e muito mais), flagrou o nosso Alberto da Cunha Melo “comendo goiaba no pé”. Era um tempo estranho… 1997, quintal do Conselho Estadual de Cultura, e eu me lembrei desse desenho, neste 4 de agosto, quando a lua no céu, não parecia uma lua, mas uma tapioca.
Mas vamos às goiabas e o poeta comendo-as…

GILVAN LEMOS - desenho

…e viva Gilvan Lemos e Alberto da Cunha Melo: A mais alta literatura e a mais rara ética na vida, em tudo.

Marco Albertim - Algum autor ou autores atuais o impressionam? Quem? Quais?

Urariano Mota - Alberto da Cunha Melo, poeta maior da língua portuguesa, que tem uma obra extraordinária e poemas eternos, que já nasceram eternos. E Nei Duclós, que para mim é o melhor cronista do Brasil hoje. Nei é um escritor de lirismo e contundência impressionantes. Ele vai além deste presente, sem dúvida. E Alberto da Cunha Melo, repito. O nosso último clássico.

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