Dom 30 Mai 2010
Poemas
Dom 23 Mai 2010
“Antonino é escritor, poeta e membro da Academia Cabense de Letras (…) é assim que ele se identifica no seu blog sempre pontual em assuntos culturais e literários. Numa das mais recentes atualizações o poema “O poeta em Jaboatão”, de Alberto. Acesse. Clique aqui!
Seg 15 Fev 2010
O poema “Canto do Poeta Dormindo”, de Bezerra de Lemos, está editado em um banner que se encontra na sala de visitas. No Natal de 2009, meu neto Miguel “pousou”, para minha surpresa, a caneta sobre ele, ao meu pedido de uma foto junto ao “vovô Beto”. Assim, o presente de Lemos presentificou-se possibilitando este meu agradecimento público pela gentileza comovente.
As lentes mágicas de Alexandre Belém encorajaram-me a reeditar estes poemas de Alberto da Cunha Melo à pertinência das temáticas: Em “Tôta”, o poema, você tem a imagem da “musa” ao lado da cadeira vazia do poeta, e ao “Exórdio” do livro Yacala corresponde a foto de anotações manuscritas que o poeta fez durante a criação da personagem desse épico de uma “estranha beleza”, conforme Alfredo Bosi. As fotos foram feitas em minha casa, no início de 2008, há quase três meses da morte de Alberto.
Para acesso à edição original do Trilhas Literárias clique aqui!
Você conhece muito mais da arte de Alexandre Belém visitando o blog do fotógrafo: Olhavê.
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CANTO DO POETA DORMINDO
Poema para Alberto da Cunha Melo
José Bezerra de Lemos
O poeta que dorme é um pássaro.
O poeta que dorme é mais ave que um pássaro.
Do seu sono parece exalar musas.
Ele tem, nas mãos, os passageiros da vida
E encanta todas as odes.
O poeta dorme e redorme,
Leva nos seus versos calientes
O segredo das pedras.
O poeta dorme no sítio das palavras,
Desencantando casulos e zeugmas.
O poeta quase dorme…
Ele sangra seu sono.
O poeta dorme na sua ubiquidade,
Recolhido à maquinação do criador,
Onde qualquer metáfora joga-se ao abismo,
Pincenlando o milagre dos vocábulos
Onde se imagina o inimaginário.
O poeta de Carne de Terceira
Vesgou os olhos da História.
O poeta de Yacala dorme, apenas…
O poeta de Clau dorme, apenas…
O poeta de Clau in-Clau vive.

Alberto da Cunha Melo
Levamos fogo, não esponjas,
ao trono sujo de excremento
disputando o mesmo vazio
de uma estrela no firmamento;
jarros negros e estrelas, tudo
é uma busca de conteúdo;
ou somos renúncia ou cobiça,
atravessando esses planaltos
feitos de cinza movediça;
mas todos estamos em casa,
como os voos dentro das asas.
(do livro Yacala)

Alberto da Cunha Melo
É uma cadela de três meses
que pesa menos de dois quilos,
tem a cor cinza dos acasos
e alma elétrica dos esquilos;
sua alegria é a da torneira
a vazar água a vida inteira,
do amor liberto, transbordando
da amostra-grátis de seu corpo,
sem nunca saber até quando,
da lição cósmica a emanar
do perdão úmido no olhar.
Dom 22 Mar 2009
RITUAL DO ESPANCAMENTO, poema de Alberto da Cunha Melo
Publicado por Cláudia Cordeiro sob Vídeos , PoemasSem Comentários
Do livro Noticiário. Recife: Edições Pirata, 1979, p. 18. Disponível em ebook no SCRIBD - http://www.scribd.com/
Leitura da atriz Clenira Melo |
Direção e imagens do cineasta Nelson Simas | Roteirista: Cláudia Cordeiro | Locação na residência da poetisa Celina de Holanda. Recife, 1989.
Dom 22 Mar 2009
MAIS RESÍDUOS DA SCHUTZSTAFFEL (SS), poema de Alberto da Cunha Melo
Publicado por Cláudia Cordeiro sob Vídeos , PoemasSem Comentários
Poema do livro NOTICIÁRIO. Disponível em ebook no SCRIBD - http://www.scribd.com/
Leitura da atriz Geninha da Rosa Borges |
Direção e imagens do cineasta Nelson Simas | Roteirista: Cláudia Cordeiro | Locação na residência da poetisa Celina de Holanda. Recife, 1989.
